Castlevania: Belmont’s Curse revive o clássico Metroidvania pelas mãos dos criadores de Dead Cells

Com combate ágil, Paris em ruínas no ano de 1499 e um sistema inovador de cartas de Tarô, a nova aventura traz a herdeira de Trevor e Sypha no protagonismo.
Revelado originalmente durante o State of Play em fevereiro de 2026, Castlevania: Belmont’s Curse resgata as raízes da franquia em um refinado visual 2D side-scrolling. O projeto está sob a responsabilidade dos estúdios Motion Twin e Evil Empire — as mentes brilhantes por trás do aclamado Dead Cells. Durante a apresentação da Xbox na Gamescom, as desenvolvedoras exibiram uma nova demonstração focada na jogabilidade e na história.
Paris em 1499 e o Legado do Clã Belmont
Afastando-se dos cenários tradicionais da Valáquia (Romênia), o novo capítulo transporta a narrativa para Paris em 1499 — exatos 23 anos após os eventos de Castlevania III: Dracula’s Curse. O ano é historicamente citado na mitologia da franquia como um período de colapso, mas nunca havia sido explorado diretamente em um jogo.
Com o surgimento misterioso do Castelo do Caos no coração da capital francesa, a jornada acompanha Rose Belmont, filha e herdeira do casal Trevor Belmont e Sypha Belnades. Nascida com uma marca amaldiçoada em seu braço direito, a jovem carrega o lendário chicote Vampire Killer e conta com a orientação de seu pai, Trevor, que atua como seu mentor e guia ao longo da aventura.

O Estilo Metroidvania com a Agilidade de Dead Cells
Belmont’s Curse abraça a estrutura clássica do estilo Metroidvania, oferecendo um mapa vasto e interligado, repleto de rotas alternativas, segredos e o tradicional backtracking. No entanto, a experiência ganha a fluidez e a agilidade características das produções recentes dos estúdios responsáveis.
No arsenal, além do Vampire Killer, Rose pode equipar espadas e escudos para adaptar sua postura defensiva e ofensiva. A jogabilidade combina combate cadenciado com esquivas e saltos rápidos, sem esquecer dos detalhes nostálgicos que os fãs adoram — incluindo o clássico “franguinho de parede” para recuperar a vida da protagonista.
O Sistema de Tarô: Chefes que Viram Magias e Aliados
A principal inovação do título reside no sistema de progressão por Cartas de Tarô, inspirado na mecânica de almas de Castlevania: Aria of Sorrow. Em vez de depender das tradicionais sub-armas consumíveis (como corações), Rose utiliza um baralho místico herdado de sua mãe, alimentado por uma barra de mana.
Ao derrotar chefes icônicos — como a Morte, Medusa, Carmilla e a recém-revelada Joana d’Arc —, suas essências são seladas nas cartas. Cada carta concede habilidades distintas:
- Feitiços de Combate: Permite conjurar magias ofensivas, como a clássica Cruz Sagrada (Holy Cross) em formato de bumerangue e esferas de fogo herdadas da linhagem de Sypha.
- Habilidades de Movimentação: Os espíritos dos chefes concedem utilitários essenciais para a navegação, como o pulo duplo e a capacidade de escalar paredes, abrindo novas seções do mapa.
- Diálogos Ativos: Em uma reviravolta narrativa, os chefes aprisionados tornam-se entidades conscientes no baralho de Rose, comentando os acontecimentos da jornada e interagindo com a protagonista ao longo da campanha.
Castlevania: Belmont’s Curse tem lançamento confirmado para o dia 15 de outubro de 2026 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. A versão para Nintendo Switch está confirmada para o final do mesmo ano. A partir do dia 1º de outubro será liberada uma demo com os estágios iniciais do game, e também será possível usar o mesmo save na versão final



